Os melhores ETFs para començar a investir

A popularidade dos chamados fundos negociados em bolsa (ETF, Exchange Traded Funds) desde a última década tem sido impressionante. Quase todas as conversas que tenho sobre investimentos acabo conhecendo um novo ETF, seja ele simples, duplo, triplo ou inverso. Vamos começar pelo começo. Os ETFs são veículos de investimento cotados em bolsas de valores (semelhante a uma ação) e cujo retorno depende de um ativo subjacente (principalmente um índice). Assim, por exemplo, o SPY é um ETF que replica o S & P 500, o que significa que, por cerca de US $ 190, um investidor pode comprar as 500 empresas do principal índice de ações dos EUA. Ou seja, esse instrumento permite uma ampla diversificação, um investimento mínimo e uma alta liquidez relativa. Além disso, é possível comprar ETFs que replicam duas ou três vezes o retorno do ETF subjacente (alavancado ETF), bem como ETFs ‘curtos’ (eles replicam o retorno inverso do subjacente). Toda essa gama de opções os torna extremamente atraentes para investidores, tanto institucionais quanto privados.

Embora os ETFs sejam diferentes dos fundos mútuos, essa possibilidade de diversificação com um investimento mínimo torna-os “concorrentes” de um certo ponto de vista. Eles são substitutos ou complementares? Podemos responder a isso tomando como ponto de partida dois aspectos centrais para a gestão dos investimentos: (1) o tipo de estratégia e (2) as táticas e a seleção de valores.

Tipo de estratégia Primeiro ponto para saber: Diferença entre uma estratégia ativa e passiva. Um gerente ativo procura vencer o mercado analisando os fundamentos e as estatísticas de preços. Este é o mundo dos egos, onde todos afirmam ser melhores que a média do mercado. Por outro lado, a ‘humildade’ relacionava-se com gestores passivos, que ‘copiam’ o mercado com o objetivo de obter o mesmo retorno (carteira com estrutura semelhante em relação ao seu índice relevante).

Vamos ver como este conceito se relaciona com os dois veículos sob a lupa. Em média, os fundos mútuos são gestores ativos, pois utilizam uma equipe que identifica oportunidades para obter desempenho superior ao mercado. Assim, por exemplo, o bem conhecido Robeco Large Cap Value Equity da US FFMM busca retornos superiores ao índice S & P 500 através de ferramentas fundamentais de análise (estratégia bottom-up). Pelo contrário, na média, os ETFs estão ligados a estratégias passivas, pois são construídos para replicar o comportamento de um determinado mercado (índice). Este é o caso acima mencionado do SPY ETF, que não procura ganhar o S & P 500, mas apenas para replicar o seu retorno.

Táticas e seleção de valores. Vamos ver o primeiro conceito a ter em conta: “táticas de investimento”. É onde o famoso ‘alpha’ é gerado, ou seja, quando conseguimos superar o retorno do mercado (benchmark). Difere com a estratégia em que esta última é de longo prazo, enquanto a tática aproveita as conjunturas para superar o mercado e superá-lo. Assim, por exemplo, nossa estratégia pode visar ter 50% da carteira em ações, mas a conjuntura pode nos levar a elevar esse percentual até 60%, diminuindo, por exemplo, o percentual atribuído aos títulos.

O outro conceito é a ‘seleção de valores’. Nesta parte, buscamos identificar os instrumentos específicos que serão incluídos para cada tipo de ativo. Seguindo o exemplo anterior, minha tática me diz que devo atribuir 60% às ações, enquanto a análise resultante da seleção de ações indicará que devemos atribuir 5% à ação ‘GOOG’, 4% ao estoque ‘ FB ‘, etc.

Aterrando esses dois conceitos, temos que os fundos mútuos aplicam ativamente tanto as táticas de investimento (escolhendo quanto a alocar para cada tipo de ativo no curto prazo), quanto a seleção de valores (escolha de instrumentos para investir dentro de cada ativo). ativo). No caso do ETF, não há aplicação direta, pois é uma estratégia passiva. No entanto, dentro de uma carteira de investimentos em ETF, o investidor pode aplicar diretamente uma tática de investimento que lhes permita superar o mercado. Por exemplo, uma carteira de investimentos para os EUA com ETF pode ter uma estratégia de 40% / 60% entre títulos (ETF ‘TLT’) e ações (ETF ‘SPY’). A relação de 40% / 60% compõe nosso benchmark (mercado / índice). Essa estratégia pode ser modificada taticamente para 30% / 70% e, assim, tentar superar o benchmark caso o mercado de ações tenha um retorno melhor do que o mercado de títulos.

Conclusão O que é melhor para o investidor? Responder isso seria o mesmo que responder se é conveniente comprar ações ou títulos. Ambos os veículos de investimento devem ser vistos como oportunidades para cada tipo de investidor. É até possível que ambas as opções façam parte do mesmo portfólio. Assim, por exemplo, enquanto a liquidez dos ETFs é muito atraente para um investidor tradicional.

Por ser ativo (embora seja mais caro do que operar estoques, já que existe uma taxa de administração), a seleção de títulos apresentada pela FFMM permite uma diversificação muito mais profissional. Integrar as duas opções em um portfólio pode ser interessante. Além disso, podemos adicionar dois outros aspectos. O primeiro é o problema do custo. Evidentemente, a FFMM possui uma taxa de administração maior que os ETFs, uma vez que a primeira corresponde a uma estratégia ativa (ETF pode custar entre 0,5% e 1,5%, enquanto as FFMMs internacionais estão acima de 1,5% em média). No entanto, devemos levar em conta alguns custos “extras” de ETFs: (i) toda vez que um ETF é vendido ou comprado, uma comissão é paga pela corretagem de ações, similar àquela que pagamos quando compramos / vendemos ações; e (ii) o spread (diferença) entre o preço de compra e venda de um ETF de baixa liquidez pode tornar a transação bastante cara.

O segundo ponto é a questão dos dividendos. Os ETFs distribuem os dividendos de seus ativos subjacentes, o que proporciona uma receita ao investidor. A FFMM também pode ter esse valor, embora esses dividendos sejam determinados desde o início pelo fundo e não tenham proporção direta com os dividendos dos títulos que compõem a carteira. No entanto, esse fluxo para o investidor também cumpre a função de fornecer uma renda periódica.

Finalmente, não importa qual opção seja escolhida, uma recomendação que eu não se pode deixar ir é analisar bem qual é a estruturação do ETF ou qual categoria tem a casa do fundo. No primeiro caso, você deve investir em ETFs conhecidos (iShares, ProShares, etc) e sempre verificar se é ETF ou ETN (este último possui um risco maior de contraparte). No caso de fundos, é sempre bom rever o histórico de retorno e compará-lo com o mercado e seus pares.